29/06/2021 às 16h41min - Atualizada em 29/06/2021 às 16h41min

Brasileiro desconfia de notícias compartilhadas nas redes sociais, diz pesquisa

O consumo de notícias pela internet cresceu significativamente na última década

Reuters
Com o Brasil batendo a marca histórica de 122 milhões de pessoas conectadas à rede em 2020. As medidas não farmacológicas para contenção da pandemia (distanciamento e isolamento sociais) fizeram com que o brasileiro explorasse mais a web e, com isso, se apegasse mais a veículos de notícias digitais e serviços de streaming.
Para redes sociais e mensageiros, esse fenômeno não é necessariamente positivo, uma vez que as plataformas não são capazes de conter a proliferação e consumo de notícias falsas. Entretanto, esse não foi o efeito notado em 2021, conforme a pesquisa Reuters Digital News Report, que avalia a mídia e os hábitos da audiência em vários países.
O uso do computador para acompanhar as notícias continuou em queda por aqui e registra um padrão interessante de acordo com a faixa etária: quanto mais jovem o brasileiro, menor é o seu uso do computador para consumo de notícias. Enquanto o celular se mantém acima dos 70% em absolutamente todas as faixas etárias do estudo (de 18 a mais de 55 anos de idade), o desktop está presente para apenas 20% dos cidadãos que acompanham manchetes online.

A Confiança com a mídia tradicional

Na internet, o brasileiro está mais apegado às notícias que vêm de fora das redes sociais, encontradas a partir de mecanismos de busca, como o Google. Entretanto, chega a 47% a quantidade de usuários que utiliza mensageiros, redes sociais ou e-mails para compartilhar e consumir notícias.
 
Em contrapartida, 54% dos entrevistados confiam nos veículos tradicionais. Entre os veículos/progranms/canais mais conhecidos, o Jornal do SBT acumula o maior percentual do país, alcançando 67% da confiança dos espectadores. A Globo News, uma das frentes do Grupo Globo, segue com 58% de credibilidade, mas é o maior alvo de desconfiança entre os espectadores — 27% disseram não acreditar na plataforma
 
Alguns dos principais jornais do país com vertentes digitais, como Folha de São Paulo e O Globo adotam o paywall para incentivar a contratação de assinaturas. Porém, apenas 17% dos brasileiros admitem pagar para consumir notícias pela internet.
 
Isso mostra que, apesar de a internet ser a principal fonte de notícias do país (acima até da televisão), o método de bloquear a leitura não converteu leitores em assinantes. A pesquisa não se aprofundou o bastante para entender quais são os hábitos mais populares para garantir a leitura em veículos que limitam o acesso (mesmo que parcialmente) a quem paga.
A Reuters Digital News Report foi uma análise feita em colaboração com a Universidade de Oxford, dos Estados Unidos. O estudo foi elaborado a partir das respostas de um questionário online, disponibilizado para 46 países — 24 deles da Europa, nove da América, 12 da Ásia e três da África.
 
O estudo avaliou informações precisas sobre os participantes, como sexo, idade, país de origem para avaliar as transformações da mídia e o consumo de conteúdo durante o período de pandemia.
 
Na análise sobre os resultados, o jornalista Rodrigo Carro comenta que houve uma aceleração generalizada na migração para plataformas digitais. Canais de televisão ainda são a maior força desse segmento, mas agora disputam a atenção dos espectadores com serviços de streaming, que cresceram significativamente enquanto as pessoas passaram mais tempo em casa.
 
Para você, o consumo de notícias na internet mudou esse período? Quais dispositivos você usa para acompanhar o Canaltech e outros sites informativos? Compartilhe logo abaixo, no campo de comentários.

Fonte Reuters.
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Moacir Barbieri

Moacir Barbieri

Cerimonialista e empresário no ramo de eventos.

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