21/10/2021 às 16h31min - Atualizada em 21/10/2021 às 15h16min

O menino e a soja

Flávio RAMALHO
O menino e a soja.
 
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, atrás apenas dos EUA. Só Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, produz hoje 32 milhões de toneladas.
Sorriso (MT) lidera o ranking do valor de produção com R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 1,1% do valor do País. Entre os 50 municípios do País com os maiores valores, 22 estão no Mato Grosso e somam um valor de produção de R$ 37,1 bilhões. O município é líder entre os maiores produtores de soja e de milho do Brasil.
Assim, a soja é a principal fonte de renda do país e dos produtores rurais, tanto que lidera o ranking de produtos mais exportados há mais de 22 anos, ou seja, desde que o Brasil passou a registrar e divulgar os dados de vendas ao exterior. Nos últimos anos a cultura vem ganhando ainda mais espaço, devido à rentabilidade quase garantida das lavouras.
Sorriso/MT se destaca nos índices de produtividade por seu clima, com chuvas bem definidas; solo argiloso e relevo, com suas extensas áreas planas; atrelado a esses fatores que independem da ação humana, temos os investimentos em pesquisas relacionadas ao preparo e adequação do solo, escolha das sementes e dos produtos a serem usados, dessecação, colheita e principalmente no sistema de produção com rotação de culturas.
Com efeito, o menino do campo em Sorriso/MT aprende desde cedo que a semente de soja inicia a sua germinação por meio da absorção de água. Uma vez embebida a semente evidencia-se a germinação com o crescimento da raiz, que se prolonga para baixo fixando-se sozinha no solo, pois possuem um sistema radicular pivotante que explora o solo a uma boa profundidade.
O plantio de soja é considerado um dos processos mais importantes da safra, influenciando diretamente na produtividade e nos lucros.
Com o excesso de água as raízes ficam na superfície, pois não precisam se aprofundam no solo na busca por nutrientes e água, necessários para o seu crescimento e maturação, assim basta um vento fraco para arrancar a planta do solo e mata-la.
Por outro lado, quando oferecemos água o suficiente à planta, ela germina e aprofunda as suas raízes, procurando pelos nutrientes para a sua sobrevivência em maior profundidade no solo, independente da dureza e resistência encontrada, tornando-se uma planta mais forte e saudável.
As plantas têm muito mais defesas contra a falta de água do que contra o excesso. Elas se adaptam à ausência do líquido, mas não conseguem reverter à ação de absorver água. Em excesso, esta dificulta a oxigenação das raízes, apodrecendo-as. Assim, na dúvida, regue menos.
Desse modo, haverá a recuperação do metabolismo da planta mesmo diante de condições de déficit hídrico causadas por secas temporárias, todavia o excesso de água causa a morte das plantas. As plantas precisam de água, mas também de ar perto das raízes. Se existir água em excesso as plantas morrem por asfixia radicular.
Abstraindo da história acima, questiono-me se nós pais temos dosado a quantidade de água (amor) dispensada aos nossos filhos, no proposito de torna-los verdadeiros cidadãos, protagonistas na continuidade da construção de um mundo melhor para a humanidade, fica a pergunta?
RAMALHO, Flávio
RAMALHO, Tatiane
 
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