02/07/2021 às 08h03min - Atualizada em 02/07/2021 às 08h03min

MT gera mais empregos que demite em 2021 após alta no índice de desemprego no ano passado

Nos cinco primeiro meses deste ano, o saldo foi de 37.853 novos empregados. No ano passado, o saldo foi de 18.832.

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Mato Grosso criou 37.853 novos postos de trabalho nos primeiros quatro meses de 2021, após o desemprego no ano passado quase ultrapassar o número de admissões. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (1°), em todos os meses deste ano houve mais contratações do que demissões.
O saldo é contabilizado pela diferença entre as contratações e as demissões.
Conforme o levantamento, o resultado é duas vezes maior que o registrado em todo o ano passado (18.832).
De janeiro a maio deste ano, 188.245 pessoas conseguiram um emprego de carteira assinada no estado. Outras 150.392 foram demitidas.
Além disso, o mês que teve o maior número de contratações foi janeiro, com 13.108 pessoas admitidas, seguido de fevereiro, com 11.777 admissões, e maio com 7.208 novos empregados.

Admitidos por setores de atividade econômica em MT


Setor e perfil de empregados
O setor que mais gerou emprego no estado, neste ano, foi o de serviços, com 60.477 contratações. O comércio aparece em segundo lugar, com 59.959 admissões.
O estudo ainda mostra que a faixa etária que mais foi empregada tem entre 18 e 24 anos, e 30 e 39 anos.
Além disso, os homens tiveram mais oportunidades que as mulheres. Conforme os dados, foram 24.162 homens empregados e 12.400 mulheres.

Desemprego
Com a pandemia da Covid-19, inúmeras pessoas foram demitidas no ano passado devido à crise sanitária.
De acordo com o Caged, mais de 339 mil pessoas foram demitidas. Mesmo assim, o número de admissões foi maior, com 358.445 empregados.
No ano passado, o setor de comércio teve o maior número de admissões e, em segundo lugar, ficou o setor de serviços.

Programa de manutenção do emprego
Segundo o Ministério da Economia, o comportamento do emprego formal, neste ano, ainda sofre influência do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda de 2020.
Isso porque os empregadores, para obterem os benefícios do programa, têm de manter o emprego do trabalhador por igual período de tempo da suspensão do contrato, ou redução da jornada.

Em abril, o governo federal relançou o programa, nos mesmos moldes da Medida Provisória 936, convertida na Lei 14.020/2020, que vigorou por 8 meses no ano passado e atingiu quase 10 milhões de trabalhadores.

Em 2021, o programa de manutenção do emprego foi reaberto e 2.386.284 de trabalhadores foram beneficiados, segundo o Ministério da Economia.
Desse total, 1.121.662 referem-se à suspensão do contrato de trabalho; 689.580 tiveram seu salário reduzido em 70%, 502.822 estão na modalidade de redução de 50% do salário e outros 350.097 com redução de 25%.
 

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