Conforme Ari, a intenção do movimento é sensibilizar o Governo Federal sobre a necessidade de recuperação e também de duplicação. “O que temos aqui é uma via de mão simples que transporta a maior produção nacional”, frisa Ari ao lembrar que partes do trecho em questão da 163 foram construídos ainda na década de 70 e outros nos anos 80 - 20 de outubro de 1.976 é a data da inauguração em terras mato-grossenses. Diariamente, passam pela rodovia 70 mil veículos, 70% deles são de carga, segundo dados da atual administradora da via. 

“São quase 50 anos sem que a principal rodovia do país passe por uma grande obra de recuperação ou duplicação na área que cobre os municípios do Médio Norte e do Norte do Estado. Por outro lado, toda a região passou por um “boom” de expansão agrícola e populacional”, destaca Ari.

O prefeito lembrou que no início do ano passado, a concessionária que atualmente administra a rodovia protocolou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) comunicando a saída da administração e a vinda de um novo investidor para assumir o controle da concessão da BR-163/MT. O documento previa ainda a retomada das obras, a partir de 2022, de tudo que está atrasado com relação ao contrato firmado pela Rota do Oeste no começo da concessão. Segundo o acordo inicial, até 2019, a empresa deveria ter concluído a duplicação em 336 km da rodovia federal. Porém, a negociação não avançou “e enquanto isso, a concessionária continua lucrando cerca de R$ 500 milhões ao ano”, pontua o presidente do Legislativo, Leandro Damiani.

É para buscar soluções que lideranças políticas, associações, agricultores, empresários consórcios e entidades de vários municípios da região estão unidos. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Sorriso, Fernando Mascarello, assumiu nesta manhã (22) a presidência da comissão que irá organizar o movimento. Integram ainda a comissão representantes da Associação Comercial de Sorriso (ACES), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato Rural e Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). A intenção é somar forças com a Frente Parlamentar de Vereadores MT/PA, Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental (Cidesa), União Nacional dos Caminhoneiros e Assembleia Legislativa do Estado.